
E então aprendo
(ou tento)
que amor é coisa de quem quer arriscar.
Porque amor é flor e borboleta
em arame farpado.
Mas o que se escolhe,
há que se viver com honradez.
O bem ou o mal.
Aprendendo a prender meu rabo,
que insiste em abanar
a cada osso jogado.
Mesmo sabendo que o osso será usado para
lhe acertar
direto no olho,
ou em qualquer parte que bata.
O que importa é que vai ter que doer...
Então,
fazer dieta de ossos.
Vagabundear por aí esperando que a fome me mate,
ou que o osso acerte mais fundo da próxima vez.
Como disse,
estou aqui como praça pública.
Entre e fique a vontade.
Eu farei tudo o que você quiser...
E você vai me matar com deu desejo.
Mate-me, meu amor...
Apenas não chore quando eu não estiver mais aqui.
Carregarei meu sorriso nos lábios,
sabendo que
quando não houver mais eu
não poderei voltar a correr pra você.
"Quero viver sem ser capaz de responder a tudo."
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